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Planta 'orelha-de-elefante-gigante' consegue absorver metais pesados do solo PDF Imprimir E-mail
Qui, 09 de Fevereiro de 2012 09:22

altaltEstudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) identificou que o uso da planta Alocasia macrorhiza, conhecida popularmente como “orelha-de-elefante-gigante”, pode ser utilizada como biorremediadora em áreas contaminadas. Significa que a planta tem capacidade de absorver metais pesados do solo, como cádmio (cd), cromo (Cr), cobre (Cu), chumbo (Pb), níquel (Ni), e zinco (Zn). Leia mais.


A pesquisa foi conduzida por Josias Coriolano de Freitas e é fruto trabalho de doutorado denominado “ Avaliação da Alocasia marchorhiza como fitorremediadora dos metais Cd, Ni, Pb e Zn”.

Com o apoio do governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa RH Posgrad, o levantamento teve como objetivo avaliar, pela primeira vez, a capacidade de absorção dos metais pesados pela planta Alocasia macrorhiza, que pode ser encontrada na flora de algumas matas ciliares da cidade de Manaus.

Conforme Freitas, a pesquisa foi iniciada em 2006 e foi concluída em 2010, a coleta das plantas foi realizada em áreas cujo nível de contaminação rodoviário é elevado, como locais próximos aos igarapés da Universidade Luterana, no Conjunto Atilio Andreazza; na Avenida Torquato Tapajós, no bairro Flores; no Conjunto Jardim de Versalhes, no bairro Planalto; no Posto Rodoviário de Manaus da Rodovia  BR-174, quilometro 7, e em uma área não impactada localizada na Ufam, no bairro Coroado.

“O uso de plantas para a descontaminação do solo e da água contaminados por produtos químicos é utilizado há mais de três séculos . A fitorremediação alcançou importância mundial por ser uma tecnologia que extrai ou imobiliza contaminantes de origem orgânica e inorgânica”, salientou.

Os testes feitos mostram que todos os metais foram absorvidos da mesma forma, independentemente do local, informou Freitas. Ele ressaltou que o chumbo foi o metal que apresentou maior concentração na planta, seguido por cromo, cádmio, cobre, níquel e zinco, sequência que se repete nas partes (caule, folhas e raízes ) analisadas da planta.

Ocorrência

No Amazonas, segundo Freitas, a ocorrência de metais pesados  se deve ao processo de ocupação desordenada, resíduos industriais, principalmente, na estação seca, quando foram encontrados os maiores valores de concentração. Ele destacou que, conforme levantamentos feitos em 2007, as concentrações dos metais pesados estavam acima dos valores permitidos pela Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente(Conama). “Outras fontes comuns são os resíduos urbanos, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes que contêm chumbo, enquanto baterias de celular e plásticos coloridos contêm Cadmio (cd)”, pontuou.

O pesquisador e professor do Ifam, Josias Coriolano de Freitas explicou que a planta “orelha-de-elefante” não  prioriza uma região para acumular metais. Ou seja, ao ser absorvido pelas raízes, as substâncias se distribuem por toda a planta. Acredita-se que a fisiologia e o mecanismo molecular de transporte facilitam a distribuição dos metais. Plantas com essa característica são conhecidas como exclusoras . Significa que a concentração do metal nos tecidos é mantida constante até um determinado nível.

Plantas exclusoras, normalmente, são capazes de tolerar grandes quantidades de metais pesados em tecidos, além de ser tolerantes e múltiplos metais. “O resultado permite afirmar que a Alocasia macrorhiza é uma planta promissora para ser usada na implantação de um programa de fitorremediação, pois ela é hiperacumuladora desses matais”, destacou.

Segundo Freitas, todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local (impactado e não impactado). Todas as concentrações encontradas dos metais Pb, Cr, Cd, Cu e Ni estavam acima dos limites normais de absorção de uma planta, apenas o Zn permaneceu no limite.

Fonte: Jornal Diário do Amazonas, 07 de fevereiro de 2012
 

 

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